Em 1930, Hailé Selassié assumiu o trono etíope, sendo coroado imperador. Sobrinho-neto do imperador Menelik II, Hailé Selassié I (1892-1975) foi o último imperador da Etiópia, reinando entre 1930 a 1974.
Mesmo tendo promulgado a constituição de 1931, manteve o poder nas próprias mãos, defrontando-se logo com nova ofensiva expansionista da Itália... Teve seu país invadido em 1935, pela Itália, tendo por isso que se exilar. Ao contrário da primeira vez, os etíopes não resistiram às tropas (agora de Benito Mussolini) e o país foi ocupado entre 1936 a 1941, tornando-se parte da África Oriental Italiana. O Reino Unido dá asilo a Selassié e envia tropas à Etiópia, expulsando os italianos em 1941 e reconduzindo-o ao trono. Soldados britânicos ficam no país até 1952. De volta ao poder ele promoveu a reconstrução do país, fez a reforma agrária e adotou nova Carta Magna para o ano de 1955, quando reconheceu o sufrágio Universal. Com o apoio dos EUA, aliados de Selassié, a ONU decide a incorporação da Eritréia pela Etiópia, numa federação sob a soberania da Coroa etíope. A Federação da Etiópia e Eritréia, em vigor entre 1952 e 1962, funciona apenas no papel, pois Selassié não admite autonomia e anexa a Eritréia como província etíope. Guerrilheiros eritreus deflagram a luta pela secessão. Selassié empreendeu uma série de reformas para modernizar o Estado, entretanto outro fato, o envolvimento da Etiópia em uma disputa territorial com a Somália, bem como sucessivas revoltas de camponeses, foram desgastando o regime progressivamente. No final dos anos 60, configurava-se quadro de descontentamento generalizado, alimentado por altas taxas de inflação, desemprego e estagnação econômica. Durante seu reinado, o país inseria-se nitidamente no Bloco Ocidental, mantendo relacionamento privilegiado com os EUA. Em 1974, foi derrubado por um golpe militar, sendo assassinado no ano seguinte.

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